Se as dívidas estão tirando seu sono, saiba de uma coisa importante: organizar as dívidas é possível, mesmo ganhando pouco, e você não precisa esperar “sobrar dinheiro” para começar.
Na verdade, quanto antes você se organiza, mais rápido o controle volta para as suas mãos.
Neste guia completo, você vai aprender como organizar suas dívidas e dar o primeiro passo ainda este mês, usando um método simples, realista e sem promessas milagrosas.
Por que organizar as dívidas agora (e não depois)?
Muita gente adia esse processo esperando:
- um salário maior
- um dinheiro extra
- ou “um mês melhor”
O problema é que os juros não esperam.
Cartão de crédito, cheque especial e empréstimos crescem silenciosamente, mês após mês.
Organizar as dívidas não significa pagar tudo de uma vez, mas sim:
- parar o crescimento da bola de neve
- entender exatamente o que você deve
- criar um plano possível dentro da sua realidade
E é isso que você vai aprender nesse post.
Passo 1: Encare as dívidas de frente (sem medo)
O primeiro passo é também o mais difícil: olhar para todas as dívidas sem fugir.
Pegue papel e caneta ou abra uma planilha e anote:
- Nome da dívida (cartão, empréstimo, financiamento, loja)
- Valor total devido
- Valor da parcela
- Taxa de juros (se souber)
- Data de vencimento
- Se está atrasada ou em dia
💡 Dica importante:
Não organize só as dívidas atrasadas. Inclua todas, até as que estão “sob controle”. Isso evita surpresas, e fica mais fácil se organizar sabendo das próximas dívidas que você vai ter que pagar.
Muitas pessoas se sentem aliviadas só por colocar tudo no papel. O caos começa a virar algo concreto e controlável.
Passo 2: Descubra qual dívida está te prejudicando mais
Nem todas as dívidas são iguais. Algumas são muito mais perigosas do que outras.
Dívidas mais perigosas (juros altos):
- Cartão de crédito rotativo
- Cheque especial
- Empréstimos pessoais sem garantia
Fizemos um passo a passo simples para você aprender a usar o cartão de crédito do jeito certo, sem se endividar. Descubra como.
Dívidas menos perigosas (juros menores):
- Financiamento imobiliário
- Financiamento de veículo
- Empréstimos consignados
Regra de ouro:
As dívidas com juros mais altos devem ser prioridade, mesmo que o valor pareça menor.
Passo 3: Organize seu orçamento antes de pensar em pagar
Antes de sair pagando dívidas, você precisa responder a uma pergunta simples:
Quanto dinheiro sobra (ou pode sobrar) por mês para pagar dívidas?
Faça assim:
- Anote toda a sua renda mensal
- Liste todos os gastos fixos:
- aluguel
- água, luz, internet
- alimentação
- transporte
- Liste os gastos variáveis:
- delivery
- lazer
- compras por impulso
💡 Aqui está o ponto-chave:
Não tente cortar tudo. O objetivo é encontrar um valor realista, não sofrer por 30 dias e desistir depois. Aprenda aqui como organizar sua vida financeira de um jeito fácil, para que você não desista nas primeiras semanas.
Passo 4: Defina um valor fixo para sair das dívidas
Mesmo que seja pouco, defina um valor mensal exclusivo para pagar dívidas.
Pode ser:
- R$ 100
- R$ 200
- R$ 300
O valor é menos importante do que a constância.
Regra prática:
Se hoje você não consegue pagar todas as parcelas, negocie ou reorganize, mas nunca deixe de reservar algo para sair das dívidas.
Veja aqui se renegociar dívidas realmente vale a pena, e se funciona para você.
Passo 5: Negocie suas dívidas (isso faz muita diferença)
Muita gente não negocia por medo ou vergonha, e acaba pagando muito mais do que deveria.
Onde negociar:
- diretamente com o banco ou financeira
- aplicativos oficiais das instituições
- feirões de negociação
O que pedir:
- redução de juros
- desconto para pagamento à vista
- parcelamento que caiba no seu bolso
💡 Importante:
Nunca aceite uma parcela que você não tem certeza que conseguirá pagar todos os meses.
Negociação boa é aquela que te dá fôlego, não mais ansiedade.
Passo 6: Escolha uma estratégia para pagar as dívidas
Existem duas estratégias simples e eficientes:
Estratégia 1: Dívida mais cara primeiro
- Priorize a dívida com juros mais altos
- Economiza dinheiro no longo prazo
Estratégia 2: Dívida menor primeiro
- Comece pela menor dívida
- Gera motivação psicológica rápida
Escolha a que funciona melhor para você.
O melhor método é aquele que você consegue manter.
Passo 7: Evite criar novas dívidas (isso é fundamental)
Enquanto estiver pagando dívidas, evite assumir novas.
Algumas regras práticas:
- não use cartão de crédito sem planejamento
- evite parcelamentos longos
- pause compras por impulso
💡 Pergunta simples antes de comprar:
“Isso me ajuda a sair das dívidas ou me afasta desse objetivo?”
Passo 8: Comece ainda este mês (mesmo que seja pouco)
O maior erro é achar que precisa estar tudo perfeito para começar.
Você pode começar:
- pagando uma dívida menor
- negociando uma pendência
- organizando tudo em uma planilha
- separando o primeiro valor para pagamento
O mais importante é começar.
Quem começa pequeno, cria consistência.
Erros comuns ao tentar organizar dívidas
Evite esses erros que atrasam (ou sabotam) o processo:
- ❌ tentar pagar tudo de uma vez
- ❌ usar um empréstimo para pagar outro sem planejamento
- ❌ ignorar pequenos gastos
- ❌ desistir no primeiro mês difícil
Sair das dívidas é um processo, não um evento isolado.
Organizar dívidas é o primeiro passo da educação financeira
Antes de investir, pensar em renda extra ou construir patrimônio, organizar as dívidas é a base da educação financeira.
Quando você controla suas dívidas:
- sobra mais dinheiro
- a ansiedade diminui
- o planejamento começa a fazer sentido
Agora você já sabe como organizar suas dívidas:
Não importa há quanto tempo você está endividado.
O que realmente importa é o passo que você decide dar agora.
Organizar dívidas não exige perfeição, exige decisão.
Comece ainda este mês, com o que você tem, do jeito que dá.
Esse é o primeiro movimento rumo a uma vida financeira mais leve e consciente.



